"A graça da vida é não saber. Fica sereno que arruma, com os entes e as coisas, o seu museu de encantamentos. sem fichas. nunca que eu quis explicações sobre o que eu tenho sentido. Vejo os meus sonhos. Ouço as minhas músicas. ando pelos meus jardins. Dou á minha gulodice o prazer que ela me fantasia.Estas mãos, tantas vezes pousadas em livros, em flores, em outros alimentos terrestres, continuam mãos abertas a todas as surpresas. Um dia, na praia, o cavalheiro erudito, indo até lá, como disse:"para sorver o ar isolado", porque me encontrou adorando a cor do céu, logo se manifestou: --Sabe por que é azul a cor do céu? --confessei-- Não. E não me conte, pelo amor de deus!
Alvaro Moreira.
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